Pouso do jato presidencial da FAB em Congonhas levanta dúvidas sobre passageiros
Um Embraer ERJ-135 da Força Aérea Brasileira (FAB), designado VC-99C na versão VIP, pousou em Congonhas. A identidade dos passageiros não foi divulgada, aumentando especulações sobre quem estava a bordo. Relatórios recentes do Tribunal de Contas da União apontam elevado custo e frequência dos voos oficiais da FAB.
Um Embraer ERJ-135 da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou um pouso em Congonhas (CGH). Essa aeronave pertence ao Grupo de Transporte Especial (GTE) e, na versão VIP, recebe a designação VC-99C.
Função e uso do VC-99C
O VC-99C é utilizado para transportar o Presidente da República, o Vice-Presidente, ministros de Estado e outras autoridades. Contudo, a FAB não divulga antecipadamente a agenda oficial dos voos realizados por essa aeronave.
Mistério sobre os passageiros
Após o pouso em Congonhas, não foram divulgadas informações oficiais sobre quem estava a bordo do ERJ-135. Dessa forma, permanece sem confirmação se estava algum ministro em missão oficial, se o presidente se deslocava em caráter reservado ou se foi um voo rotineiro do GTE.
Contexto e dados sobre voos oficiais da FAB
Entre janeiro de 2020 e julho de 2024, os voos da FAB para transporte de autoridades custaram cerca de R$ 285 milhões aos cofres públicos. A FAB realizou pelo menos 1.286 voos, transportando quase 10 mil passageiros nesse período.
As autoridades com maior número de voos registrados foram:
- Presidente da Câmara Hugo Motta, com 124 voos;
- Ministro da Defesa José Múcio, com 105 voos;
- Ministro da Fazenda Fernando Haddad, com 91 voos.
O Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu regras que exigem justificativas para que autoridades não usem voos comerciais, identificação completa dos passageiros por CPF e comprovação de risco à segurança quando pertinente.


