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Aviação MilitarPublicado em 25/05/2026 às 17:00

Pouso do jato presidencial da FAB em Congonhas levanta dúvidas sobre passageiros

Um Embraer ERJ-135 da Força Aérea Brasileira (FAB), designado VC-99C na versão VIP, pousou em Congonhas. A identidade dos passageiros não foi divulgada, aumentando especulações sobre quem estava a bordo. Relatórios recentes do Tribunal de Contas da União apontam elevado custo e frequência dos voos oficiais da FAB.

Um Embraer ERJ-135 da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou um pouso em Congonhas (CGH). Essa aeronave pertence ao Grupo de Transporte Especial (GTE) e, na versão VIP, recebe a designação VC-99C.

Função e uso do VC-99C

O VC-99C é utilizado para transportar o Presidente da República, o Vice-Presidente, ministros de Estado e outras autoridades. Contudo, a FAB não divulga antecipadamente a agenda oficial dos voos realizados por essa aeronave.

Mistério sobre os passageiros

Após o pouso em Congonhas, não foram divulgadas informações oficiais sobre quem estava a bordo do ERJ-135. Dessa forma, permanece sem confirmação se estava algum ministro em missão oficial, se o presidente se deslocava em caráter reservado ou se foi um voo rotineiro do GTE.

Contexto e dados sobre voos oficiais da FAB

Entre janeiro de 2020 e julho de 2024, os voos da FAB para transporte de autoridades custaram cerca de R$ 285 milhões aos cofres públicos. A FAB realizou pelo menos 1.286 voos, transportando quase 10 mil passageiros nesse período.

As autoridades com maior número de voos registrados foram:

  • Presidente da Câmara Hugo Motta, com 124 voos;
  • Ministro da Defesa José Múcio, com 105 voos;
  • Ministro da Fazenda Fernando Haddad, com 91 voos.

O Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu regras que exigem justificativas para que autoridades não usem voos comerciais, identificação completa dos passageiros por CPF e comprovação de risco à segurança quando pertinente.

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